Medicina funcional, Hormônios Bioidênticos e distúrbios sexuais masculinos

Por: Dr. Éfren Lopez


A visão global do paciente, ou seja, sua relação com o meio ambiente, sua genética, seus hábitos alimentares, seu estado emocional, seu estado metabólico,  seu entorno familiar e finalmente a idade compõem elementos de auxílio diagnóstico e preventivo  importantes na abordagem da doença e seu prognóstico, nas doenças crônicas necessariamente se aplicam estes conceitos, e esta abordagem médica é o que chamamos de medicina funcional.

As doenças crônicas, em geral, se manifestam em forma de inflamação, de enorme complexidade química e metabólica, o comportamento médico então, busca na maioria das vezes o controle apenas dos sintomas principalmente  da dor (Ex: de doenças crônicas artrite reumatóide, lúpus, esclerodermia etc.) sem a aplicação dos conceitos da medicina funcional que faz certamente uma grande diferença no prognóstico e controle da enfermidade.

Quando se alivia a dor de um processo inflamatório qualquer, esperando que o próprio organismo realize a cura total da enfermidade, se faz apenas um tratamento sintomático, se ignora dessa maneira que, por trás dessa dor, existe um enorme transtorno bioquímico, agindo de forma  destrutiva e crônica nas células e que é provocado pelas variadas formas de agressão que o corpo humano sofre diariamente.
As agressões sofridas diariamente pelas células do corpo humano são chamadas também de estresse e podem ser citadas como exemplo:

  • Estresse traumático
  • Estresse ambiental
  • Estresse infeccioso
  • Estresse subnutricional
  • Estresse químico
  • Estresse alimentar
  • Estresse emocional

O estresse alimentar é provocado pela constante descarga de insulina do pâncreas, como resposta  a uma dieta sobrecarregada de açúcar, hoje em dia também as comidas industrializadas são também um importante motivo de estresse, cada vez mas carregadas de produtos químicos em forma de conservantes, corantes, emulsificantes etc. o aumento substancial das embalagens  plásticas de uso doméstico, os agrotóxicos e a falta de uma educação alimentar saudável.

Quando se lida com distúrbios sexuais do homem deve-se então aplicar estes conceitos, sempre, NÃO SE PODE TRATAR DO PÊNIS COMO ELEMENTO INDEPENDENTE. Na verdade as doenças do pênis se contam nos dedos de uma mão, estas, não passam de 4 ou 5 doenças do pênis propriamente dito, agora os transtornos de ereção  são de origens múltiples e sempre como um sintoma agregado de uma doença sistêmica,  é o corpo inteiro que esta doente, não apenas o pênis. Precipitar-se a indicar uma cirurgia de prótese ou a simples produção da ereção, mediante fármacos que dilatam as artérias penianas para provocar a ereção, sejam estes injetáveis ou por comprimidos, está-se omitindo as verdadeiras causas da doença que tem apenas como sintoma, a falha de ereção. Nestes casos leva-se ao paciente a cronicidade da doença sistêmica e claro também o pênis ao deterioro do corpo cavernoso. No caso de tratar-se com prótese peniana, depois de 7- 10 anos dependendo da idade, na maioria dos casos virá como conseqüência deste procedimento a atrofia de corpo cavernoso e flacidez total da glande (cabeça do pênis), passando a ter uma penetração apenas com a prótese, porém com o pênis e glande flácidos e frios. No caso do uso de vasodilatadores injetáveis ou orais, com o tempo terá que incrementar a dose progressivamente maior, até não funcionarem mais. Um bom exemplo desta conduta é o tratamento feito com os pacientes diabéticos, ao colocar uma prótese, ou medicar apenas com fármacos vasodilatadores. (propicia-se uma penetração peniana, sem controle da doença que provoca o distúrbio de ereção).

A abordagem médica dos distúrbios de ereção como em qualquer outra doença crônica inclui necessariamente uma visão global do paciente, onde todos os transtornos contemplados pela medicina funcional devem ser estudados e tratados, também  nunca será completo o diagnóstico de um distúrbio de ereção, sem uma avaliação hormonal completa, e um estudo de todos os componentes metabólicos e emocionais de esse paciente.

É de vital importância a modulação hormonal, com HORMÔNIOS BIOIDENTICOS, como suporte para atenuar e até corrigir as desordens próprias da idade onde a cognição, a força musculoesquelética, a energia, a vitalidade e o desempenho sexual entre outras aptidões, encontram-se diminuídas.

A correção metabólica é também de vital importância, como mecanismo único de aporte energético celular, pessoas com excesso de peso ou em franca obesidade, portadoras de dislipidemia (colesterol triglicerídeos alterados), uso de determinados fármacos etc. são pacientes que estão acompanhados também de distúrbios de ereção peniana.

Todos os aspectos orgânicos, psicológicos, ambientais e comportamentais que comprometem a saúde em geral e a sexual em particular devem ser estudados e tratados, na visão da medicina funcional. Pode-se ver então que tratar as disfunções sexuais não se limita apenas a “tratar do pênis,”

A medicina personalizada, que lida com a prevenção primária e causas subjacentes das enfermidades, que no trata apenas os sintomas aparentes, mas busca na medida do possível reparar as mudanças intrínsecas das células e tenta corrigÍ-las é a maneira atual de exercer a medicina.




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